“Assim como a morte é um estágio natural, as pandemias também o são”, afirma Diego Fontes da III edição do Fé em Debate Live

Diego Fontes é pesquisador e professor de ensino religioso na rede básica do Rio Grande do Norte. Ele tem formação acadêmica iniciada com licenciatura em Ciências da Religião pela UERN, bacharelado em História pela UFRN, mestrado em Ciências das Religiões pela Universidade Federal da Paraíba.  Atualmente, Fontes é doutorando em Ciências das religiões pela UFPB. Entre os principais temas de pesquisa estão: fenomenologia da religião, sociologia do conhecimento e da religião, judaísmo, catolicismo oitocentista brasileiro, morte e cemitérios.

Sobre os temas que vamos debater, a nossa equipe conversou com o professor. Acompanhe um pouco desta conversa:

HIEROFANEWS – O que lhe motivou a pesquisar sobre a morte e rituais fúnebres?

Confesso que não foi bem uma escolha a seleção da temática da morte, embora dela tenha posteriormente me afeiçoado e aprendido sobre a sua importância.

O tema me chegou por sugestão do prof. Rodson Nascimento, como possível pesquisa para produzir a monografia de conclusão do curso de Ciências da Religião. Com o desenvolvimento da pesquisa, pude aprender sobre a necessidade de estudar a morte como um fenômeno humano e, assim, natural, rompendo com juízos e preconceitos que nos são impostos desde sempre a esse estágio de nossa vida.

HIEROFANEWS – No cenário de pandemia que estamos atravessando, como você acredita que suas pesquisas podem ajudar a sociedade?

No entanto, não podemos evitar e nem fugir daquele primeiro, o que pode ser diferente nesse segundo.

As doenças são fatores naturais e que se multiplicam devido ao mundo capitalista, com grande exploração do meio ambiente por um desenvolvimento insustentável e crescimento desordenado das cidades. No entanto, podemos aprender tanto com o passado para ver como outras pandemias já agiram, reconhecendo onde pecamos e o que poderia ter sido feito para remediá-la e freá-la.

As pesquisas mostram que investir em infraestrutura sanitária e hospitalar, bem como na educação para desenvolvimento da ciência e conhecimento são fatores essenciais para combatê-las.

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