Profa. Dra. Nina Rosas é convidada do próximo Fé em Debate (31.10)

A Profa. Dra. Nina Rosas é mais uma convidada do Fé em Debate dedicado “As mulheres e as Religiões”.

Nina Rosas é professora adjunta do Departamento de Sociologia da UFMG e é colaboradora da Pós-graduação em Sociologia. Já coordenou o Programa de Treinamento Intensivo em Metodologia Quantitativa (MQ), e atualmente coordena o curso de graduação em Ciências Sociais.

Mestre e doutora em Sociologia, realizou estágio de doutorado no Center for Religion and Civic Culture, em Los Angeles, com bolsa Capes. É autora dos livros: Mulher, pra que religião? Uma crítica aos conselhos conservadores da pastora Ana Paula Valadão (KDP, 2020); e As obras sociais da Igreja Universal: uma análise sociológica (Fino Traço, 2014).

Em entrevista para a equipe do Fé em Debate, Profa. Nina adiantas algumas questões que serão trabalhadas (ver abaixo). Não esqueçam que o Fé em Debate vai ao ar às 15h do próximo sábado (31.10) e que você pode assistir no canal do YouTube do curso de Ciências da Religião da UERN.

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Fé em Debate – A live acontecerá, propositalmente no dia das bruxas, qual a provocação que você fará acerca da relação proposta entre mulher, religião e dia das bruxas?

Profa. Nina – Certamente não sou a primeira nem serei a última a afirmar que a religião pode e foi, muitas vezes, utilizada como instrumento de perseguição às mulheres. Silvia Federici trata disso de forma brilhante em suas obras, voltando o olhar tanto para a Inquisição quanto para o modo como as mulheres foram demonizadas e destituídas de poder ao longo de tantas décadas, acontecimentos históricos, regiões geográficas.

Fé em Debate – Ainda pegando o gancho do dia das bruxas, na sua opinião qual a importância de Joana Dark para a igreja, para a história e para representação feminina?  

Profa. Nina – Ela é importante em vários aspectos, mas aqui vou citar apenas dois. Ainda que de maneira figurada no exército francês, Joana Dark representou o fato de a mulher poder e ser capaz de ocupar os mesmos espaços que os homens. Em muitos momentos, as mulheres serviram de força motriz inclusive para as atividades econômicas, e também gerenciavam seus corpos e suas vontades. No entanto, Joana Dark foi queimada em praça pública acusada de heresia e feitiçaria, simbolizando também o modo como as mulheres são massacradas e extirpadas da vida, em função de sua autonomia.

Fé em Debate – Teresa De Avila, Teresa de Lisieux são exemplos femininos de representatividade na Igreja Católica. Qual a representação feminina semelhante que temos na Igreja Protestante?

Profa. Nina – Não sou especialista em teologia feminista nem em história da Igreja. Parto de um olhar sociológico sobre fenômenos atuais. Ainda assim, acho que vale uma observação. Existiram mulheres excepcionais no meio evangélico, como as reformistas Katharina Lutero e Marie d’Ennetieres, e, mais recentemente, Edith Schaeffer e Ruth Graham. Mas veja como das quatro mulheres citadas, ao menos três são imediatamente reconhecidas pelo sobrenome de seus maridos! Eu cresci em uma igreja presbiteriana e passei alguns anos na Igreja Quadrangular. Ao contrário da primeira e das igrejas que pesquiso hoje (carismáticas e neopentecostais), na Quadrangular Aimée Semple McPherson era referenciada constantemente por seu papel de fundadora da denominação e como uma cristã de referência. Mas não vejo isso como um hábito do meio protestante.

Fé em Debate – Por que o questionamento da mulher não precisar de ter uma religião, como sugerido no título do seu livro “Mulher, pra que religião”?

Profa. Nina – Mulher precisa de religião? Essa é uma pergunta que permanece em aberto pra mim. O que você pensa? É mesmo necessário? Com base em quê? Como alguém que teve educação religiosa, penso que essa é uma pergunta que não nos propomos a fazer muitas vezes para não termos que ouvir respostas que não queremos dar a nós mesmas ou para não termos que encarar que nem sequer temos essas respostas com clareza.

Fé em Debate – Como você vê a atuação do feminismo nas religiões? 

Acho que dá pra ver de tantas formas que precisaria de muitas páginas para responder. Mas quero frisar algo importante. O feminismo não é uma coisa só, muito menos a religião. Diversas conciliações são tentadas e parecem possíveis. A meu ver, o crucial dos multifacetados movimentos de mulheres que emergem em religiões das mais diversas é o questionamento da dignidade humana, da liberdade e dos direitos. A propósito, temas caros a todos, e em especial, ao Estado, que pode desmanchar ou dar amparo jurídico a muitas desigualdades. É um papo longo… vamos continuá-lo ao vivo! Fica o convite.

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